Espécie

Mormidea v-luteum

(Lichtenstein, 1796)

É considerada a maior praga de arroz no Sul do Brasil e também possui grande incidência em gramíneas cultivadas.

Nome popular: percevejo-do-grão.

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Macho

Bordo dorsal sinuoso com 1+1 processos laterais, negros e subtriangulares na margem. Ângulos póstero-laterais truncados com 1+1 tubérculos projetados para a taça genital. Parâmeros em foice, ocultos pelos processos do bordo dorsal. Bordo ventral côncavo e submarginalmente intumescido, com leve recorte mediano em V.  

Fêmea

Gonocoxitos 8 pouco pontuados, com uma mancha escura cobrindo os ângulos apicais; margem posterior convexa se estendendo sobre os laterotergitos 9 e truncadas sobre os gonocoxitos 9; bordos suturais contíguos. Laterotergitos 8 com um espinho na metade posterior. Gonocoxitos 9 em T. Laterotergitos 9 com um tubérculo basal, ápice arredondado e levemente ultrapassando a margem posterior do tergito 8.  

Adultos: 7,3-8,9 mm.
Dorso fusco a negro, com manchas marfim normalmente uma junto a cada cicatriz do pronoto; outra mediana na base do escutelo, cada lateral do escutelo com uma faixa marfim calosa começando no ângulo basal e estendendo-se até a constrição do freno, e ápice do escutelo marfim; no cório no ápice da veia radial e na margem da costa ao longo do terço basal, manchas marfim. Pernas castanhas a avermelhadas com manchas negras. O abdômen escuro e manchado ventralmente é distintivo desta espécie.
Espécie com ampla variação de padrões de coloração onde as manchas podem ser completamente ausentes, representadas em parte ou todas presentes. Além da variação intraespecífica de cores há também variação na forma dos ângulos umerais do pronoto, de arredondados a projetados lateralmente em espinho.
Tem preferência por gramíneas cultivadas, particularmente arroz e trigo, mas também se alimenta em soja, alpiste, colza, fumo, entre outras.
Danos similares aos descritos para O. poecilus, a natureza e extensão dos danos dependem do estágio de desenvolvimento dos grãos. Na fase leitosa, grande parte ou, a totalidade do conteúdo do grão é sugado – causando o emurchamento das sementes, tornando-as “cochas” ou deixando a casca vazia. No estágio pastoso formam-se manchas escuras no local da picada (grãos gessados) que se quebram facilmente no processo de beneficiamento. Algumas vezes se nota a germinação do grão ainda no pé, devido à entrada de umidade pelo orifício deixado pelo inseto.
América do Sul com registro em: Argentina, Paraguai e Uruguai além de sua ampla distribuição no Brasil (Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e forte representatividade no Sul do Brasil e áreas de cultivo de arroz.
NaturaeData