Espécie

Oebalus ypsilongriseus

(De Geer, 1773)

Considerada uma espécie praga chave do arroz no Brasil é também uma importante praga na América do Sul.

Nomes populares: percevejo-do-grão, percevejo
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Macho

Bordo dorsal do pigóforo côncavo. Ângulos pósterolaterais obtusos. Segmento X alongado e estreito. Parâmeros bilobados, um lobo longo e espatulado e outro mais curto e acuminado no ápice; ângulo aproximadamente reto entre os dois lobos. Bordo ventral com 1+1 projeções agudas medianas, e com calosidade mediana projetada na parede ventral. Entre as formas hibernante e não hibernante há variações na amplitude da abertura da taça genital do pigóforo, sendo esta mais estreita nas formas hibernantes; e há processos junto aos ângulos pósterolaterais do pigóforo que são conspícuos em formas não hibernantes e pouco desenvolvidos nas formas hibernantes.

Fêmea

Gonocoxitos 8 marrons, convexos com terços basais das margens suturais geralmente se sobrepondo suavemente e nos terços apicais um pouco divergentes, comprimento das margens suturais subiguais a maior largura; margem posterior sinuosa. Laterotergitos 8 com um espinho posterior fortemente projetado por metade do comprimento da placa além da margem posterior do tergito 8, margens internas intumescidas e sobrepostas aos gonocoxitos 8. Gonocoxitos 9 em forma de T, intumescido, e tangentes a margem posterior dos gonocoxitos 8. Laterotergitos 9 com ápice agudo e ultrapassando a margem posterior do tergito 8.  

Macho 8-8,75 mm Fêmea 8,5-10 mm
Coloração geral castanho palha. Pronoto com pequenas pontuações redondas amareladas, mancha amarelada em cada ângulo posterior interno das cicatrizes, e ângulos umerais negros. Escutelo com calosidades amareladas marcadas ao longo da metade basal e no ápice. Forma hibernante com menor desenvolvimento das máculas.
Nesta espécie os indivíduos são sensíveis ao fotoperíodo, com adultos hibernantes ao fotoperíodo de inverno. Adultos não-hibernantes apresentam as máculas do pronoto bem desenvolvidas e os ângulos umerais desenvolvidos em espinho longo e voltado anteriormente; além de antenas por vezes aparentando ter quatro segmentos devido à junção entre 2º e 3º artículos quase imperceptível. Na forma hibernante há o menor desenvolvimento das máculas e dos espinhos umerais (ângulos umerais arredondados), e a junção entre 2º e 3º artículos é bastante evidente. Há alguma variação na forma da genitália de macho abordada a seguir. Há ainda alguma variação nos ângulos umerais entre machos e fêmeas, no entanto menos importante do que entre as formas hibernante e não-hibernante.
É considerada uma importante praga de arroz na América do Sul, principalmente no Brasil. No Brasil é considerada uma espécie praga chave do arroz do Rio Grande do Sul a áreas centrais de Goiás, e chegando ao Pará. Também está associado a algodão, cevada, aveia e trigo.
Micro-himenópteros parasitoides de ovos – Telenomus mormideae Lima.
Similar aos descritos para O. poecilus, a natureza e extensão dos danos dependem do estágio de desenvolvimento dos grãos. Na fase leitosa, grande parte ou, a totalidade do conteúdo do grão é sugado; no estágio pastoso formam-se manchas escuras no local da picada (grãos gessados) que se quebram facilmente no processo de beneficiamento.
Desde o Sul dos Estados Unidos da América (Flórida) já foi registrada em pelo menos 12 países produtores de arroz na América Latina sendo sete na América do Sul (Suriname, Guiana, Brasil, Peru, Paraguai, Uruguai e Argentina). Se mostrou com grande distribuição geográfica entre os percevejos coletados na Colômbia, e no Brasil ocorre do Sul ao Norte e Nordeste do país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Ceará, Pará).
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